Antonioni
Ciao Michelangelo...
Excerto da parte final do filme Zabriskie Point (1970), de Michelangelo Antonioni, com música dos Pink Floyd.
as palavras e as imagens ao sabor da espuma dos dias
Ciao Michelangelo...
Excerto da parte final do filme Zabriskie Point (1970), de Michelangelo Antonioni, com música dos Pink Floyd.
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Facções do Opus Dei digladiam-se no BCP. Este bem podia ser o início de um romance na linha do Código da Vinci, mas neste caso a realidade supera a ficção. Num mundo de colarinhos branco, em que ninguém chama filho da puta a ninguém, o baixo nível impera. Tudo porque o velho quis passar o testemunho ao novo e depois arrependeu-se. No mundo das peixeiras da alta finança, prepara-se o choque de titãs já na próxima assembleia-geral de 6 de Agosto. Alguns accionistas estão a tentar criar plataformas de entendimento, de forma a amenizar o conflito na AG, mas até agora não há fumo branco. Depois do tosco novo-rico Joe Berardo ter entrado no talk of the town pelas melhores e piores razões, depressa o seu estilo teve seguidores. E nem os beatos Paulo Teixeira Pinto e Jorge Jardim Gonçalves resistiram. Para animar as coisas, eis que antes da Assembleia-Geral, regressa aos quadros do BCP/Millennium o ex-director-geral dos Impostos. A despedida aos funcionários foi feita na Sé de Lisboa. Depois da missa seguiram-se os habituais comes e bebes, servidos na sacristia. Paulo Macedo, com nome de evangelista de seita brasileira, é da linha do seu mentor, Jardim Gonçalves. Que papel irá ter em toda esta estória? Nenhum. Mas deverá ver o seu salário aumentado, porque o coitado está há três anos a ganhar a mesma coisa, ou seja, 25 mil euros. Os sofredores na terra terão as virgens que quiserem no paraíso. Mas esta é outra música e outra religião.
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Está calor. É estranho. Já não consigo viver sem chuva. E frio. O computador pifou. Eu também. Estou numa missão. Impossível. Não consigo cumprir os objectivos. Estou a ser perseguido. É uma loira de peitos robustos. Deve ser agente secreto. Da secreta. Levo um microship. Com os segredos. Secretos. Que a loira quer. Os peitos robustos também querem. O quê? Não posso dizer. Sou agente secreto. Da secreta. Se calhar ela é uma colega. Secreta. Mas como é segredo eu não sei. Estou no underground. Passei agora a Avenida. Depois vem o Marquês. O computador pifou. Estou a repetir-me. É do PDA. É melhor que a PDI. Estou irreconhecível. De gabardine e óculos escuros. No metro. O resto das pessoas vêm da praia. Elas de cai cai. Mas não me topam. Mas olham para mim. Mas estou de óculos escuros. Levo um segredo. Perseguido. A loira não vem da praia. Mas tem um cai cai. Estranho. Fica-lhe bem. É amarelo discreto. Com uma bola vermelha. Com uma seta a dizer: I'm here. Eu também ia. Mas agora vou sair. Estou na Praça de Espanha. Estranho. Eu quero ir para Londres. A Praça. Preciso de um copo de três. Senão tiver pode ser só o copo. Rouge. Cheio. Vou desligar o PDA. Só tenho duas mãos. O computador pifou. O calor aperta. Eu também. A loira chegou. "Olhe, afinal são dois copos". Straights. Obrigado pela atenção. Have fun. Afinal é verão. Ou talvez não. Vou desligar. Roger and out.
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Van the man, aqui com o grande John Lee Hooker, numa interpretação fabulosa de "Glória"
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There's a great version of Gloria, with John Lee Hooker.
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Labels: Van Morrison entrevista John Lee Hooker The Word Agosto 2007
Há mais civis contratados do que militares americanos envolvidos na segurança e na reconstrução do Iraque. Esta revelação levanta questões sobre a privatização do esforço de guerra e sobre a capacidade de Washington para conduzir uma campanha militar e um programa de reconstrução. Segundo números do Departamento de Estado e do Ministério da Defesa, mais de 180 mil civis - americanos, estrangeiros e iraquianos - trabalham no Iraque com contratos americanos. Mesmo após o recente aumento de efectivos militares, os soldados americanos naquele país são cerca de 160 mil. O que mostra até que ponto o Governo de Bush se apoia nas empresas privadas para assegurar a ocupação. Entre os civis contratados há, pelo menos, 21 mil americanos, 43 mil estrangeiros e cerca de 118 mil iraquianos. Todos pagos pelo contribuinte americano. Embora estejam a crescer, os dados oficiais podem não espelhar a situação real. Os seguranças privados que protegem os ministros e edifícios de Estado não estão todos incluídos, dizem responsáveis das firmas privadas e do próprio Governo. A incerteza reinante irrita os especialistas militares. «Não controlamos todas as armas da coligação no Iraque. É um perigo para o nosso país», alerta William Nash, general na reserva, perito em reconstrução. Acrescenta que o Pentágono «recruta mercenários. Há muito boas desculpas, mas é simplesmente escandaloso!».
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Maria José Morgado está definitivamente em alta. É rápida e vai directa ao assunto. De 56 inquéritos abertos, 20 resultaram em acusações. É uma boa média. O apito, que ameaçava ficar cada vez menos dourado, voltou a brilhar e com ele regressou a esperança. A acusação de 144 crimes ao ex-presidente do Conselho de Arbitragem por viciar classificações de árbitros revelou uma Maria José com pulso e com vontade de pôr a justiça a funcionar. As dificuldades vão regressar na fase de julgamento. Mas só posso acreditar que a justiça vai ser feita. Ao que parece, Maria José Morgado vai continuar por aí, com outras investigações. Não se pode cloná-la?
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Labels: Maria José Morgado ministério público justiça apito dourado
As estatísticas divulgadas pela Polícia são reveladoras do estado de choque que se apossou dos cidadãos: em apenas 15 dias ocorreram na capital moçambicana 60 crimes violentos. Eis alguns exemplos. Na passada terça-feira um homem de 25 anos foi queimado no bairro da Liberdade, na Matola, quando tentava roubar um telemóvel a uma senhora, que se dirigia para a igreja. Segundo testemunhas oculares, o assaltante simulou estar perdido e pediu ajuda à senhora. Esta começou aos gritos e de imediato alguns residentes espancaram brutalmente o presumível ladrão. Depois regaram-no com gasolina e deitaram-lhe fogo. Nessa mesma noite, um grupo de quatro pessoas, que incluía o ex-ministro de Informação, José Luís Cabaço, foi assaltado na zona da Polana, em Maputo. Os criminosos esperaram que Cabaço estacionasse a viatura e de seguida apontaram-lhe armas tipo AKM. Roubaram-lhe o carro e todos os telemóveis do grupo. Na quarta-feira, um grupo de desconhecidos assaltou à mão armada o balcão da Socremo, na cidade da Matola. Levaram cerca de 6.500 dólares. Esta dependência fica próxima da 2ª Esquadra da Polícia. Aqui, os ladrões roubaram uma viatura, apreendida há pouco tempo em seu poder. Em Maputo, uma senhora de idade foi encontrada com a cabeça decepada. Os criminosos utilizaram armas brancas, para lograr os seus intentos. Estranhamente, não retiraram nenhum bem da casa. No último fim-de-semana, uma mulher de 38 anos foi morta a tiro numa zona bem iluminada de Maputo, quando regressava do trabalho. Estes dois crimes puseram a capital em “estado de sítio”. Dos 60 crimes violentos, 32 ainda não foram esclarecidos. A Polícia tem sido fortemente criticada e acusada de incompetência. Para resolver estes problemas, os cidadãos optam cada vez mais por fazer justiça com as próprias mãos.
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Antes de ser obrigado a vestir uma farda militar, consegui comprar um velho Austin 40, de 1947, por quatro contos. Meio gripado e quase sem freios, foi este "cavalo vermelho", comidíssimo pelo sol, que me valeu durante os sete meses de início de tropa, em Boane. Aqui, o meu primeiro bringdown surgiu com a distribuição dos fardamentos. Não havia botas que me servissem. Nem de lona, nem de cabedal. Só tinham até ao 43. Eu precisava dum 44 ou 45. Estão a ver que eu era um homem de muita substância. Avantajado, a bem dizer. Mas lá me desenrasquei numa tipo “Einstein meets James Bond”. Pensei nas estatísticas. Entre os quase quatro mil mancebos, deveria haver meia dúzia que tinham botas com o meu número. Por isso, uma noite fiquei no Centro de Instrução e planeei um gamanço. Mas como não havia luz e não via no escuro, só consegui roubar uma bota. Foi galo, como diz o fado. A outra teve de ser roubada na noite seguinte, já noutra caserna. O número era igual mas o cabedal era diferente. E uma era mais redonda que a outra. Mas ninguém é perfeito. Dava para ir dormir a casa todas as noites, era o que interessava. O importante era conseguir sair na porta de armas com a farda nº 1 num brinco. Mal sabiam eles. Adiante. O "velho cavalo" andava num rodopio, para cá e para lá, sempre cheio. Comigo, o Eduardo Pitta Pereira, o Quim "Rarôco" e mais algum financiador de gasolina, já que na altura não havia ONG’s. Cinco paus a cada um, dava vinte escudos. O suficiente para ir e voltar e dar mais umas voltas à noite como bónus. Era bom viver antes da crise petrolífera de 1973. De dia, deambulava pelo Centro de Instrução, a conhecer pessoal e os cantos à casa. As botas apertadas impediam-me de andar muito. Tempos dolorosos. Os meus pés ainda falam às vezes disso.
E lá acabei por conhecer outra fauna: os beats & os freaks do rock! The dark side. Boa erva, muitos speeds e grandes conversas sobre música, livros, miúdas e loucuras na noite da cidade grande, a quem chamavam LM. Evitávamos o assunto tropa. Só se fosse inevitável. Ainda me lembro de aparecerem por lá os comandos, para arranjar voluntários para Montepuez. "Vade retro, Satanás", pensava eu. Com medo que me chamassem, ficava acagaçado com aquelas reuniões ameaçadoras, para arranjarem voluntários à força. À noite, já na Big City, lá andava o pessoal todo, entre o "Cordeiro" e a "Sibéria", na Malhangalene, a aviar garrafões de cinco litros. (nota do redactor: na altura eram três de tintol misturados com duas coca colas familiares). A Rua Araújo era outro destino, assim como a Marginal, a "Moçambicana", o "Sheik", o "Piripiri", o "007" no Aeroporto, as "Lagoas", o "Sábado Cego", o velho com quem fumávamos gargaladas. And so on... As Casas Regionais costumavam dar boas festas. Lembro-me da do Algarve, do Minho, das Beiras, e por aí fora. Tudo era pretexto para fazer o mínimo e curtir o máximo. Até que chegou o dia em que anunciaram as especialidades para aquela rapaziada toda. A mim calhou-me ser radiotelegrafista. Fiquei satisfeito. Fui fazer seis meses de especialidade no quartel da Engenharia. De sublinhar que ao lado ficava o Indo-Português. Mal imaginavam eles. Foi logo uma batalha perdida. As tentações eram muitas. Seguiram-se outras. Depois eu conto.
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- Desculpe, ando a fazer uma sondagem...
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Trago na palma da mão a luz diurna: e a ferida no flanco. O meu deus, o meu demónio, respira fundo e alto. Ela, a minha múltipla companheira, é uma coluna silenciosa e ardente. A luz sela esta aliança entre o sopro e a matéria e uma voz se eleva nos barcos do silêncio.
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A direita anda excitada (e deprimida) com a primeira maioria absoluta do PS desde o "25 de Abril". O mal da direita é a ausência completa de uma cultura de oposição. Vivendo quase sempre do governo, não aprendeu a viver de si mesma. Não aprendeu, principalmente, a viver contra o governo. Um novo partido, de Santana ou de Júdice, herdaria fatalmente os defeitos dos velhos. Não inspiraria mais confiança, nem compreenderia melhor o país. 0 que falta à direita não é uma "fórmula" infalível para ganhar em 2009. O que falta à direita é alguma competência e algum realismo.
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Poemas inéditos de Dick Hard.
A poesia erótica e satírica no seu melhor.
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Labels: poesia erótica satírica luis graça dick hard rui unas
Portas quer processar o Estado por violação do segredo de justiça. Até admitia que algum cidadão o fizesse na defesa dos seus direitos. Agora Paulo Portas? Um tipo que ganhou notoriedade pública através da violação do segredo de justiça no Independente? Depois do jornalismo de sarjeta, continua a brindar-nos com a política de sarjeta. Diz o povo, quem não deve, não teme. Estará incomodado com as suspeitas do Ministério Público sobre a origem de um depósito superior a um milhão de euros nos cofres do CDS nos finais de 2004? Estará incomodado porque as gravações das conversas telefónicas entre Abel Pinheiro e Paulo Portas apontam para a existência de acordos secretos, no caso dos submarinos? Estando o país em derrapagem, havia alguma necessidade de comprar submarinos naquela altura? São estas as políticas de Portas. Um ministro que criou leis popularuchas como a dos ex-combatentes para depois não se cumprirem. Porque não há dinheiro. Um absurdo.
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"Sinto-me um ginecologista. Vou trabalhar onde espero que muitos se divirtam”. Não obstante este comentário irónico de José Miguel Júdice, depois de ser convidado pelo Governo para gerir a zona ribeirinha de Lisboa, desconhece-se um plano de acção concreto. Para já sabe-se que o advogado não terá funções executivas. Deverá "apenas" presidir a três sociedades encarregues de reabilitar a zona, onde não haverá capital privado. Nelas vão participar as autarquias de Lisboa, Oeiras e o Estado, que será sócio maioritário. A Administração do Porto de Lisboa (APL) não fica de fora, mas face à auditoria recente do Tribunal de Contas espero que o governo a coloque no seu devido lugar. De uma vez por todas. De acordo com o Expresso, a dívida da APL ascende a 57,2 milhões. Só em carros para uso pessoal da administração, directores e chefes de serviço, gastou 829 mil euros. Afinal tínhamos razão. A prepotência da APL acontecia porque eles pensavam que eram um Estado dentro do Estado. Para melhor se orientarem. Os lisboetas que se amanhem e que vão para o Algarve. Espero que haja medidas exemplares para eles. Se os funcionários vão para os serviços de mobilidade especial, o que acontece aos directores que desbaratam milhões? Vão para o céu? Só se for dos pardais. Espero por medidas adequadas em breve, vindas de Sócrates. E que Júdice não desiluda na zona ribeirinha. Tem o meu benefício da dúvida.
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Labels: lisboa zona ribeirinha APL José Miguel Júdice câmara lisboa
O chamado quarteto para a paz reuniu em Lisboa para relançar o processo de paz no conflito israelo-palestiniano. Para tornar isso possível declarou publicamente o seu apoio a Mahmud Abbas, presidente palestiniano. Os israelitas também estão de acordo, claro, senão nada feito. Mas as atenções não foram para os palestinianos. Primeiro foram para Tony Blair, que despiu a camisola de senhor da guerra e virou um respeitável senhor da paz. A nova farpela chama-se enviado “especial” para o Médio Oriente. Com o seu estilo de vendedor de detergentes, todos compraram o que tinha para vender. E elogiaram o seu novo tacho. Depois, as atenções foram para George W. Bush, via Rice, a negra mais reaccionária do planeta. Bush tinha que ter algo com que se entreter depois dos churrascos e das caçadas de verão no seu rancho. A operação vai chamar-se "After barbecues, International Meetings. Open next Fall". Vão ser discursos eloquentes, sem dúvida. Quem o garante é Ban Ki Moon, o novo homem forte da ONU, que assinou por baixo.
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Labels: Luis Fernando Veríssimo Crónicas Selecionadas Estadão humor
As vítimas anónimas do estalinismo em desenhos baseados nas fotografias descobertas por David King.
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Depois de fuzilado
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Labels: áfrica do sul zimbabué robert mugabe cimeira europa áfrica zimbabwe
O Governo sul-africano garantiu que a mediação do presidente Thabo Mbeki no diferendo político entre o presidente do Zimbabué e a oposição continua em curso. Desmentiu assim notícias que dão conta do colapso da mediação. Em comunicado divulgado em Pretória, o Governo acusa a Comunicação social de «tentar pôr em causa tentativas de mediação destinadas a encontrar uma solução para a crise no Zimbabué». E apela aos sul-africanos para que se questionem sobre se esta conduta ajudará ou prejudicará de alguma forma a busca de uma solução para aquele país. O comunicado refere-se a uma notícia do semanário Sunday Times, na qual se lê que a ronda negocial que deveria ter reunido em Pretória esta semana o Governo e a oposição zimbabueana, não teve lugar porque os negociadores do partido de Robert Mugabe teriam sido instruídos pelo presidente a não comparecerem na capital sul-africana. O Sunday Times sugere que Mugabe teria deliberadamente voltado as costas ao mediador, Thabo Mbeki, descontente com suas posições mais recentes, nomeadamente com o seu alegado apoio a alterações constitucionais no Zimbabué antes da realização das eleições gerais de 2008. O comunicado, assinado pelo porta-voz do Governo Ronnie Mamoepa, esclarece que a ronda não se realizou porque a delegação do Zimbabué teria compromissos prévios. Há apenas uma semana e meia, o ministro-adjunto sul-africano dos Negócios Estrangeiros, Aziz Pahad, voltou a garantir que a África não aceitará participar na cimeira UE/África, marcada para 8 e 9 de Dezembro em Lisboa, se o presidente Robert Mugabe não for convidado por Portugal para nela participar. A situação no Zimbabué continua entretanto a deteriorar-se. O fluxo de refugiados zimbabueanos na África do Sul cresce dia a dia. Com uma inflação superior a 5 mil por cento, 80% de desemprego e a indústria a funcionar a apenas 20% da sua capacidade, o Zimbabué ameaça desestabilizar toda a região austral do continente africano.
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Labels: humor gramática língua portuguesa lusofonia pão com manteiga
O Quim veio ter comigo no intervalo do lanche. Eu vi que era ele mesmo sem deixar de olhar para os cães a brincar do outro lado da estrada.
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Labels: moçambique literatura Luis Bernardo Honwana Nós matamos o cão tinhoso
A adesão de Portugal ao Mercado Comum foi, como se sabe, um passo fundamental para o progresso de Portugal e para vencer as grandes dificuldades económicas e financeiras por que passámos, com a chegada de centenas de milhares de pessoas vindas das ex-colónias, com as nacionalizações e a reforma agrária. O PCP defendia como alternativa as relações privilegiadas com os países socialistas e com os novos países africanos de língua portuguesa. Mário Soares e Sá Carneiro viraram-nos decisivamente para a Europa.
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Labels: zita seabra foi assim ortodoxos dissidentes pcp partido comunista português
Os bairros da Zona Militar, Serrano e Mafalala são os mais populares para a compra de drogas injectáveis em Maputo. Em pequenas casas, heroína, cocaína e anfetamina são vendidas e ali mesmo consumidas, afirmam os consumidores de drogas.
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Labels: laurie anderson música
Eurosondagem SIC/Expresso/RR
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Labels: câmara municipal lisboa sondagem eleições intercalares partidos políticos sondagens
É uma notícia do jornal "Canal de Moçambique". A Fortaleza São Sebastião, um dos monumentos mais importantes da Ilha de Moçambique, vai em breve ser restaurada. Falta o expert. A UNESCO anda à procura de um empreiteiro para efectuar as obras de restauro e de reabilitação. Um anúncio nesse sentido pode ser lido em vários jornais moçambicanos. O empreiteiro deverá, realizar obras "urgentes de consolidação estrutural, de reabilitação e restauro". A Fortaleza São Sebastião, assim como outras infra-estruturas da Ilha de Moçambique, apresentam um avançado estado de degradação, o que retira brilho à primeira capital de Moçambique e, desde 1991, Património Cultural da Humanidade.
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Labels: ilha de moçambique unesco resturação património da humanidade


É uma forma exemplar de recuperação e conservação de um edificio que estava degradado. Não é caso único, mas há poucos casos destes na ilha de Moçambique. "O Escondidinho" é um pequeno hotel com apenas 10 quartos e um restaurante. A casa situa-se no centro da ilha e foi recuperada de acordo com os padrões típicos da arquitectura portuguesa antiga que caracteriza a traça dos edifícios da ilha. São normalmente casas com tectos altos e janelas grandes, não só para deixar o ar circular, mas para arejar as vistas e deixar entrar a paixão por esta pérola do Índico. Um exemplo de bom gosto.
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Labels: língua portuguesa gramática sufixos nominais lusofonia
Desde que António Costa estreou a sua sede de campanha no mundo virtual da Second Life tem sido um ver se te avias. Mais novo e sem óculos, o candidato não tem mãos a medir. As suas apoiantes são insaciáveis. Embora não pare quieto, ainda não começou a fazer campanha. Mas Costa não está preocupado. Desde que virou avatar está mais magro e só canta "Born Free". Já nem se lembra que as eleições são no próximo domingo. O PS já o tentou chamar à linha, mas ele não atende telefones nem lê e-mails. As boas companhias não são para largar e está farto da malta do Largo do Rato. Agora está numa SL. A sua única exigência aos apoiantes são as medidas: 89-62-89. Não é que são todas mulheres e têm essa medida? Fantástico. Costa está entusiasmado. O PS já mandou um mensageiro-SL a avisá-lo que as companhias não favorecem a campanha. Ainda não obteve resposta e o mensageiro não voltou. Foi visto numa festa-SL com duas loiras. Mandou outro mensageiro a dizer que os outros candidatos o estão a acusar de ser depravado e bígamo. Ainda não há resposta. Mas os socialistas têm agora uma nova preocupação. Mário Soares não sai de frente do computador. Ao ver aquelas companhias 89-62-89 de António Costa só diz: "eu também quero, eu também quero...". E baba-se. Quando António Costa regressar arrisca-se a ser acusado de homicídio por negligência. Não tem o direito de causar este sofrimento a quem fez tanto por ele, dizem em voz baixa fontes do Largo do Rato.
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Labels: second life antónio costa avatar eleições câmara lisboa CML sondagens
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Labels: humor pão com manteiga
Encontraram-se todos ontem. Eram doze. Mais um do que uma equipa de futebol em campo. Todos querem ser avançados, mas alguns só jogam à defesa. A consciência pesada tem destas coisas. Falaram muito e pouco disseram. Saíram desiludidos porque queriam falar mais. Não se entendem, nem se querem entender. Cada um quer ser o mandatário do eleitorado para o governo municipal. Mas o que os eleitores querem, ainda ninguém sabe muito bem. As últimas sondagens são contraditórias. Acertam no 1º, António Costa, no 6º, Sá Fernandes, e no 7º, Telmo Correia. Helena Roseta, que poderá ser a aliada de Costa, está em queda. Desce nas três sondagens Intercampus, Marktest e Eurosondagem. Caso a coligação Costa/ Roseta avance, conseguem ainda a maioria absoluta. Negrão e Carmona continuam próximos, mas não definem tendência. Tudo aponta para três mandatos cada um. Ruben está a subir e Sá Fernandes continua no sobe e desce. Mas vão conseguir ser eleitos, com um mandato cada. No debate organizado pela RTP, as empresas municipais estiveram debaixo de fogo. A sua extinção foi apontada como o melhor caminho. Eu apoio, mas falta mais, muito mais. A poucos dias das intercalares, tudo leva a crer que os culpados pela situação a que Lisboa chegou não serão castigados. É pena. Lisboa está envelhecida. De pessoas e de ideias. Por isso a abstenção vai marcar estas eleições, devido ao desinteresse e às férias. Era previsível. Manuel Villaverde Cabral vai mais longe e fala numa "abstenção maciça". Espero que não. Espero que não. 
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Um dia disse ao meu pai que não queria estudar mais. Um bocado para disfarçar a onda das namoradas e do acumular de faltas às aulas. O “velhote”, farto de mandar dinheiro para o tecto, do pouco que tinha, falou com o primo Clemente do “Diário de LM”, pertencente à diocese da Sé. Lá fui passar fotografias para o plástico. Nessa altura, nas mesmas instalações, o Zé Augusto M. Lopes compunha o “Século de Joanesburgo”. O director era o Padre Doutor Santos, que apalpava as funcionárias no seu gabinete. Dizia-se até que cobria as mais mansinhas, num apartamento onde funcionava o Jornal, pertencente à diocese. Farto da não fazer nada, passei a levar uma viola para o trabalho. Rapidamente me chamaram a fazer uns trabalhitos na redacção. Coisas simples. Búfalos d’água na Catembe, a Cooperativa das Bananas, trânsito e a agenda informativa. Entretanto, o Mota Lopes foi para o “Notícias”. Dois dias depois, o secretário de redacção, Guilherme de Melo, telefonou-me para uma entrevista. No dia seguinte, lá estava eu a fazer reportagem no maior diário em Moçambique. Como era mufana e foca inexperiente ao pé do Rui Cartaxana, do Ribeiro Pacheco, do Areosa Pena, do Martins de Almeida, do Mota Lopes, do Rangel, Kok e do Carlos Alberto, passei meses a fio a fazer agenda, colheitas nos tribunais e hospitais e o fecho do jornal, que nunca era antes das duas, três horas da matina.
À saída, lá estavam os habituais pecadores: Ricardo Rangel, Bordalo Machado, Danilo Guimarães e mais uns quantos. Levavam-me a jantar ao ”Kalifa”, ou a outro sítio aberto àquela hora. Depois, para a Rua Araújo em força. Até às tantas. Tabaco, putas, copos, marinheiros e boers a sacarem as gajas e a andarem à facada entre eles por causa delas. “Luso”, “Pinguim”, “Palace”, “Central”, “Quaresma”, “Mundo”, “Casa Blanca”, ”Cave”, sei lá. Era aqui que me esperava a madrugada. Bebia, fumava e aprendia com o “movie”. Um dia, o “Bambú” pediu-me mil paus e prometeu arranjar-me uma fuga para Dar-Es-Salam. Ingénuo, passei-lhe a massa e tive que me esquecer do episódio, senão ainda tinha de me chatear. Fui até Joanesburgo, onde conheci a Filomena. Era mais velha que eu e era actriz de cinema porno. Uma bela noite, estava eu em casa da Filó à espera de mais uma lição de cópula, quando apareceram dois polícias à procura da menina Filomena Barbosa. Era acusada de pornografia. Palavra não puxou palavra, porque eu arranhava pouquíssimo o inglês. O passo seguinte foi: “Passport, please”. Tudo lixado. O visto tinha caducado e eis-me de imediato na fronteira de Moçambique, e pouco depois na “Casa Algarve”, sede da DGS na altura. Os bufos deram-me uma seca de oito horas, mas não me perguntaram nada. Mandaram-me para casa. No dia seguinte, logo de manhã, acordei com dois elementos da Polícia Militar a convidarem-me, “amistosamente”, a viajar de jeep até ao Centro de Instrução Militar de Boane. Quando caí em mim, tinham programado os quarenta e três meses seguintes da minha vida.
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António Oliveira
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Uma cavalgada por prados poeirentos guiada pela inigualável Patti Smith e o seu grupo. Neste concerto de 1976 toca Horses/Land, músicas retiradas do seu primeiro álbum. Para muitos o melhor. Para outros apenas o primeiro de uma série de obras primas.
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Fico todo babado só por dizer que esta fotografia foi tirada por mim, na zona oeste de Díli. Com uma Nikon numa mão e uma cerveja Lion na outra. O resultado não foi mau, talvez devido ao facto da cerveja estar bem gelada, ou então porque o Cristo-Rei, que está por perto, não deixa que as coisas corram mal. Quem sabe. Neste mar fabuloso aparecem, às vezes, crocodilos de água salgada. Só às vezes. Eu só ouvi falar, nunca vi nenhum. Apenas tive um encontro imediato com uma cobra-coral, uma das mais venenosas do mundo. Não me perguntem se morri.
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Nas últimas duas semanas, uma escalada de crime violento está a afectar o país e em particular a cidade e a província de Maputo. Assaltos à mão armada a lojas, roubo de carros em esquadras da Polícia, assaltos às instituições bancárias, violações e assassinatos, há de tudo um pouco. A mão criminosa chega também aos centros de saúde, ao sistema de iluminação dos aeroportos do país e a cabos eléctricos da Electricidade de Moçambique.
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Porque eram precavidos, porque queriam que sua união desse certo, e principalmente porque eram advogados, decidiram fazer um contrato nupcial. Um instrumento particular, só entre os dois, separado das formalidades usuais de um casamento civil. Nele estariam explicitados os deveres e os compromissos de cada um até que a morte - ou o incumprimento de qualquer uma das cláusulas - os separasse.
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A presidência portuguesa está a obrigar muitos de nós a uma ginástica mental. Afinal quando Sócrates abre a boca, quem está a falar? O Presidente do Conselho Europeu ou o Primeiro-Ministro? Por vezes torna-se difícil adivinhar o seu papel. A visita de Lula ajudou a lançar a confusão. Por um lado, fala-se na parceria estratégica entre a União Europeia e o Brasil. Mas depois a portuguesa Galp Energia e a brasileira Petrobrás assinam um acordo nos biocombustíveis. Depois são os protestos dos imigrantes brasileiros, que querem a legalização. Sócrates aborda o assunto como primeiro-ministro. Mas enquadra a questão no espaço comunitário e fala como Presidente do Conselho Europeu. Lula diz que tudo seria diferente se a cimeira fosse organizada por outro país. Sócrates agradece como primeiro-ministro. Mas responde como Presidente do Conselho Europeu. Lula diz que está satisfeito por ser parceiro da União Europeia e amigo de Portugal. Sócrates responde como fã do Ronaldinho Gaúcho. Lula muda de assunto e pergunta onde pode arranjar umas garrafas de vinho do Douro. Daquelas legais... Como é, cara?
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Algures no sul de Moçambique, Janeiro de 1978
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A reacção de Angola à proibição de voar para o espaço aéreo europeu é absurda. Tipicamente de um país novo-rico. Como tem “mola”, pensa que pode comprar tudo e todos. E como não pode, ameaça retaliar. A questão da segurança dos passageiros e da tripulação é algo menor. Durante anos, a manutenção dos aviões em Angola era algo recorrente. Acontecia apenas quando o avião já não conseguia levantar voo. Ninguém percebe como é que no interior de Angola não caíram mais aviões. Agora nem sequer põe a hipótese da proibição imposta pela União Europeia visar a segurança dos passageiros. Segurança? Passageiros? Não. A questão fundamental agora é o orgulho ferido de uma nação. Mais. De um país com “mola”. Por isso, a reacção natural está em curso. As queixas de discriminação e racismo já aí estão. Daí a retaliação. Doença de novo-rico, pós-marxista e pré-moderno. É pena que os dólares que tem, não sirvam para apoiar os milhões de pessoas que vivem na miséria. E já agora para promover eleições democráticas. Ou o país é para continuar assim? Com uma espécie de presidente, numa espécie de ditadura... do capital. A passagem rápida de Marx para Milton Friedman foi obra. E um presidente de face dupla sempre ajuda. Já pode entrar no Livro de Recordes do Guinness. Não é obrigatório ser democrata.
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“Foi como estar enterrado vivo”. Foi assim que o jornalista da BBC Alan Johnston descreveu as 16 semanas de cativeiro. Foi sequestrado pelo alegado “Exército do Islão”, que ninguém conhece. A sua libertação surge graças a negociações de bastidores. O Hamas chegou à conclusão que era uma batata demasiado quente para o manter fora de circulação durante muito mais tempo. De acordo com os jogos de poder em curso na faixa de Gaza, era mais vantajoso para o dirigente do Hamas, Ismail Haniyeh, libertar Johnston do que mantê-lo em cativeiro. Abbas agradece, mas não há come back.
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Vamos reinventar os deuses e os mitos intemporais;
E celebrar os símbolos mais profundos das florestas.
Jim Morrison
(08.12.1943 - 03.07.1971)
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Os médicos galegos que trabalham em Portugal estão a preparar o caminho do regresso. A primeira oferta pública de emprego para o Serviço Galego de Saúde desde há 15 anos, com 2461 lugares, foi o primeiro passo. Muitos começam a acusar a tensão de trabalhar fora de Espanha e dos salários mais baixos praticados em Portugal. Há mais de 1500 médicos e pessoal de saúde que trabalham no país vizinho. Este regresso põe em xeque o sistema de saúde português, que integra 60% de profissionais formados em Espanha e que prevê a reforma de 20% dos seus médicos ao longo dos próximos seis anos. Foi em 1998 que ocorreu uma deslocação maciça de profissionais de saúde espanhóis, na maioria galegos, para o Serviço Nacional de Saúde português.
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Na corrida à Câmara de Lisboa uma coisa parece ser certa: não haverá ninguém com maioria absoluta. Neste caso, ninguém chama-se António Costa. A menos de duas semanas das eleições, a situação parece estar a clarificar-se. O candidato do PS só em duas sondagens num total de sete conseguiu valores próximos dos 40%. A salvação do PS passa agora por uma coligação com Helena Roseta. Ela rouba a maioria absoluta a António Costa e inevitavelmente vai ter de negociar com ele. As condições do entendimento parecem estar em curso. Helena também está em queda. Os 11,3% que a líder dos "Cidadãos por Lisboa" obteve na sondagem Expresso/SIC/Rádio Renascença, estão longe das primeiras projecções da Marktest que lhe davam 17%. No entanto, parece ter dois mandatos garantidos. A colagem de Maria José Nogueira Pinto ao PS vai dificultar a eleição de Telmo Correia do CDS. O pró-PSD e o ex-PSD estão muito próximos. Ainda de acordo com a sondagem Expresso/SIC/Rádio Renascença, tanto Carmona como Negrão têm três mandatos garantidos, pois oscilam entre os 17 e 18%. E agora? Entram os pesos pesados em jogo na campanha. Sócrates e Marques Mendes. Conseguirão alterar estes resultados que, ao que parece, estacionaram por aqui? Talvez, mas não muito. Sócrates está em queda mas a presidência da UE pode dar-lhe alguns trunfos, ao contrário de Marques Mendes que já não tem nada para dar. Prognósticos? Alguém arrisca?
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A notícia que a TV Cabo está a vender às redacções é: "esperamos erradicar totalmente a pirataria» em 2007. A notícia que os consumidores gostariam de ouvir ou ler era: "a TV Cabo tornou-se numa empresa séria e honesta." Ao que parece aqui há um conflito de interesses. Para a TV Cabo, uma empresa não pode ser séria, se quiser ganhar dinheiro. Para a TV Cabo, a lei é para cumprir apenas quando se é obrigado através de uma decisão judicial. Como muitos consumidores não podem suportar custas dos tribunais recorrem à Defesa do Consumidor. Resultado. É a empresa líder em reclamações na Deco. Como cartão-de-visita, só pode ser dourado. É uma empresa em que os clientes pagam para reclamar. A chamada que efectuam para protestar contra qualquer anomalia, que é da responsabilidade da TV Cabo, é paga pelo cliente. É uma empresa que usa e abusa do seu poder. Liga ou desliga canais integrados no pack da assinatura, nomeadamente quando há jogos de futebol. Tudo para obrigar o cliente a aderir à SportTV. É uma empresa que sistematicamente se atrasa nas instalações de equipamento. É uma empresa que cobra indevidamente serviços não prestados. Foi uma empresa monopolista até há muito pouco tempo, mas continua a fazer do consumidor gato-sapato. Quem é o pirata? De onde vem o exemplo? Não sei se resolve o problema da pirataria, mas sei que não lhe interessa acabar com as irregularidades e ilegalidades que pratica desde que foi criada.
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Começa hoje a presidência portuguesa da UE. Os problemas poderão começar já a 23 de Julho conferência intergovernamental (CIG), com a Polónia a dizer o dito pelo não dito. De novo, vai estar em causa o futuro tratado europeu. Os gémeos, retirados da família Adams, não vão deixar de morder as canelas de Sócrates. Mais dificuldades irão surgir com a cimeira Europa-África. Mugabe vai ser convidado, o que fica mal tanto à presidência portuguesa como à União Africana, que age como uma espécie de cartel continental. Em relação à «Agenda de Lisboa», Sócrates vai ter de olhar primeiro para o seu país, que em termos de emprego está uma calamidade. E se nada se conseguir, não vale a pena continuar com o blá blá do costume, ou seja “temos de debater as melhores formas de coordenação das políticas de emprego, tendo em vista potenciar a criação de postos de trabalho sustentáveis no actual quadro de competição global».
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António Oliveira
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